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Aqui é o Evandro Fernandes, da Digienge.
Nesta edição, trago dados que podem soar como um alerta, mas que, na verdade, são um chamado urgente à ação.
Qual é a realidade das empresas brasileiras com relação à Inteligência Artificial.
Só 7,9% das empresas no Brasil integram IA totalmente; quase 30% ainda não deram o primeiro passo.
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Um estudo exclusivo do TEC Institute, em parceria com a MIT Technology Review, revelou o verdadeiro “Mapa da IA” no Brasil.
E os números são, no mínimo, preocupantes.
Apenas 7,9% das empresas brasileiras disseram ter alcançado a integração total da IA generativa em seus processos.
O restante se divide entre quase 30% que não iniciaram projeto algum e uma grande maioria em fases iniciais:
36,7% com projetos-piloto e 25,7% em integração parcial.
O relatório aponta que o Brasil corre o sério risco de perder competitividade global e se tornar dependente de soluções estrangeiras.
Por que essa dependência?
Porque mais da metade das empresas não tem uma estratégia formal, e quase 75% delas não têm um profissional dedicado exclusivamente ao tema.
André Miceli, CEO da MIT Technology Review, é direto:
“Não basta entusiasmo ou experimentação pontual. A vantagem competitiva virá para quem conseguir estruturar governança, preparar talentos e integrar a IA aos processos de forma consistente”.
Por que isso importa?
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O estudo da MIT Tech Review revela um dado que não podemos ignorar: apenas 7,9% das empresas brasileiras integraram de fato a IA generativa em seus processos.
Quando estive em Palo Alto, no Vale do Silício, e na China, ficou claro para mim que os dois países tratam a IA de forma completamente diferente entre si e mais ainda em relação ao Brasil.
- Na China, o Plano IA+ mostra que não se trata apenas de adotar ferramentas, mas de reestruturar indústrias inteiras em torno da IA. É uma visão de Estado, centralizada e acelerada, que coloca a IA como motor econômico nacional para se tornar a número 1 no mundo.
- Nos EUA, o “America’s AI Action Plan” do governo Trump tem uma pegada distinta: menos burocracia, mais incentivo ao open source e uma disputa clara de hegemonia geopolítica contra a China. É um plano que aposta em infraestrutura (data centers, chips, energia nuclear) e no poder diplomático da tecnologia americana para – de forma tardia – alcançar a gigante chinesa.
E o Brasil?
Aqui ainda tratamos a IA como um experimento pontual. E isso revela um problema cultural: estamos enxergando a IA como “ferramenta”, quando na verdade ela já é um colaborador não-humano, que precisa ser integrado ao coração das empresas e encarado como fato, realidade.
Apesar de ser uma lacuna, também precisa ser visto como oportunidade: as empresas brasileiras que conseguirem agora estruturar governança, preparar talentos e integrar IA de forma consistente vão ter um diferencial competitivo enorme já em 2026.
No fim, a disputa EUA vs. China é sobre quem lidera o futuro. Mas para nós, no Brasil, a questão mais urgente é: sua empresa já está preparada para gerenciar Recursos Não-Humanos como parte central da estratégia?
Evandro Fernandes
Fundador da DigiEnge


